quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A vida que me espera.


Existia uma menina que como tantas outras se apaixonou pelo garoto errado. Viveu aquela primeira fase de paixão platônica; depois do tão esperado beijo e de toda a magia que ele a proporcionou, o sentimento cresceu e virou amor.
Depois de algumas ficadas se apegou de verdade, mas ele não queria nada serio. Ela passou meses, anos sem dar chance a ninguém com medo de afastar seu amado. Iludida ela que nem sabia um terço do que ele aprontava e pior que ele na verdade nem se importava com ela.
Depois de tanto banho de água fria, se é que eu posso retratar tão bem assim todas as canalhices que ele fez, ela se deu conta da grande burrada que vinha fazendo com sua vida por causa de alguém que nem lembra que ela existe.
Decidiu viver e aproveitar o tempo perdido. Conheceu outros garotos, saiu mais com suas amigas, se divertiu como nunca. E nesse momento radiante da sua vida surge aquele garoto,  já nem tão lembrado  assim,  novamente.
­-Ei princesa quem é aquele carinha na foto com você?
-Não que eu deva dizer, mas é meu namorado.
-Nossa pensei que você me amava. Você disse isso pra mim varias vezes.
-Ainda bem que você lembra. Eu sempre te disse que o amava e por diversas vezes te provei o quanto isso era verdade. Não deixei de amar você eu só não sou mais apaixonada por você. Minha felicidade depende de mim e eu precisava viver e dar chance alguém pra me amar.
-Só agora eu sei o que eu perdi e o quanto eu te amo...
[Em algum momento da sua vida sempre vai acontecer situações referidas a clichês. Nesse caso: “Só se dar valor ao que tem quando realmente já se perdeu”.]
Seguir em frente, dar uma chance a si mesmo, ter um pouco de amor próprio não faz mal. É preciso cair em si e ver que a vida é uma passagem única e devemos aproveitá-la, viver em função de outro vai te privar de viver a grande aventura destinada a você.
Nem sempre o que está em um lugar vai continuar ali para sempre. As coisas mudam, se transformam e o amor é assim. O que antes era a luz na escuridão hoje não é mais que uma dor. Nunca é tarde pra (re)começar, (re)amar e (re)viver.