Em um dia frio e sombrio com o quarto escuro acordo de repente com uma expressão um tanto perplexa. Não conseguia entender o que tinha acontecido, mesmo assim suspeitava de um sonho. Mas que sonho? Com quem? Gostaria de saber o que havia me deixado naquele estado.
Levantei um pouco tonta e com as pernas tremulas, cuidadosamente fui ao banheiro abri a torneira e o som da água caindo na pia fazia minha cabeça doer. Então pensei em tomar um banho e assim fiz.
Depois do banho, preparei um café coloquei em uma xícara e sentei no sofá com um livro em mãos. Abri em uma página marcada por uma flor cujo cheiro me lembrava de alguém. Mas quem? Você.
E então tão subitamente as lembranças do meu esquisito sonho preencheram minha mente e como eu suspeitava mas não queria admitir tinha sonhado com você e as muitas estradas que nossa história poderia seguir com o “quase nós”. Mas aquilo não me deixou bem então, desviei meus pensamentos e comecei a ler o livro ainda parado em minhas mãos, porém não foi o melhor a fazer havia me esquecido de quê o livro falava. Da história de um amor existente e verdadeiro que não seria possível de viver por motivos tão comuns e clichês presente em romances. À distância, a saudade, os instintos e tentações humanas e por ai vai.
E tudo isso era dadas as circunstâncias compatível conosco o que me fez em um momento de raiva e frustração fechar bruscamente o livro e joga-lo com força para o lado. Nesse instante raivoso e impulsivo meu café derramou sobre minhas pernas e gritei:
▬ Droga! Mas por quê?!
Logo em seguida, após me limpar sentei na cama e em um momento solitário e vazio murmurei para mim mesma:
▬ Queria poder não ama-lo.
No exato momento levei as mãos até meus lábios, uma lágrima rolou sobre meu rosto e uma dor rasgava minha carne como uma lamina e só então percebi o efeito que minhas próprias palavras haviam tido sobre mim.
Levantei-me num súbito e comecei a caminha pela casa sem saber realmente para onde estava indo. Frenética e desorientada parei. O que morava em meus pensamentos nesse momento?
Duas únicas certezas o habitavam. A primeira, o meu subconsciente havia formado aquela frase e meus impulsos momentâneos haviam feito com que eu a pronunciasse. E segunda, eu o amo e não quero sufocar esse sentimento dentro de mim por mais nenhum dia.
Olhei ao redor procurando pelo meu computador quando o avistei sobre a mesa então corri e me sentei a sua frente, liguei e abri meu e-mail comecei a digitar sem parar tudo o que me sufocava, todo meu sentimento, todo meu amor por você. Após o ultimo ponto conclui a mensagem com uma frase um tanto clichê, mas verdadeira “Eu te amo!”. Dei uma ultima olhada e enviei em seguida. Pus-me a chorar e novamente uma certeza se formava em minha mente.
Eu te amava e não poderia deixar passar esse sentimento deixando-o dentro de mim me atormentando sempre que possível. Gostaria que o causador soubesse de sua existência.
- Beatriz O.
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